O Benfica volta esta quarta-feira à Liga dos Campeões feminina com uma deslocação de alto grau de exigência. A equipa orientada por Ivan Baptista defronta o Barcelona, às 17h45, no Estádio Johan Cruyff. Num encontro decisivo para manter alguma esperança de conquistar a primeira vitória na competição desta época.
As encarnadas somam apenas um ponto após três derrotas e um empate, cenário que contrasta com o percurso das catalãs, líderes do grupo e já qualificadas para a fase eliminatória. Do outro lado surge um adversário consolidado, com experiência internacional e um plantel considerado por muitos como o mais forte do futebol feminino mundial.
Ivan Baptista reconhece o desafio extremo e admite que será necessário atingir um nível competitivo muito superior ao habitual. O treinador reforça que, para sair da Catalunha com pontos, a equipa «terá de realizar uma das melhores exibições da época», sabendo controlar ritmos, gerir momentos críticos e aproveitar os raros espaços que o Barcelona costuma conceder.
O Benfica viaja ainda com várias ausências de peso. Caroline Møller cumpre castigo após expulsão frente ao Paris FC, enquanto Diana Silva, Andreia Norton, Ana Borges, Marta Salvador e Andrea Falcón continuam lesionadas. A lista aumenta com Rute Costa e Neide Guedes, que ficaram em Lisboa devido a um quadro viral. Estas baixas reduzem opções ofensivas e obrigam a adaptações estratégicas.
Do lado do Barcelona, também haverá limitações. Kika Nazareth, antiga figura do Benfica e agora jogadora blaugrana, continua lesionada com um problema no tornozelo e não poderá reencontrar as ex-colegas em campo, embora viaje com a equipa.
Pere Romeu, treinador catalão, acredita que o Benfica «jogará para vencer», reconhecendo a capacidade competitiva das portuguesas. A última jornada da fase de grupos está marcada para 17 de dezembro, quando as encarnadas recebem o PSG em Lisboa.
Com o favoritismo claramente do lado espanhol, o encontro assume contornos de missão difícil para o Benfica, que pretende resistir, competir e tentar contrariar aquela que é vista como a melhor equipa do mundo.







