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Rui Borges não esconde ambição: “Quero ficar na história do Sporting”

Treinador leonino aponta à Taça de Portugal, assume erros, defende os árbitros e garante um Sporting preparado para vencer em São Miguel.

Rui Borges foi claro, frontal e ambicioso na antevisão ao duelo do Sporting frente ao Santa Clara, a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal. O treinador leonino não fugiu a nenhum tema e deixou uma mensagem forte para os adeptos: quer ganhar, quer continuar a fazer história e sente que está no caminho certo em Alvalade.

O técnico começou por sublinhar as dificuldades do encontro, lembrando que, apesar de o Sporting já ter defrontado recentemente o Santa Clara para o campeonato, o contexto agora é totalmente diferente. “É outra prova, outra energia. Vai ser um jogo difícil, num campo complicado, frente a uma equipa organizada, intensa e agressiva”, avisou, deixando claro que não espera facilidades nos Açores.

Sobre a confusão que marcou o último confronto entre as duas equipas, Rui Borges desvalorizou o impacto emocional, garantindo que o grupo está preparado. “São coisas do jogo, do calor do momento. Já passou. Amanhã será uma batalha competitiva, mas com foco total no objetivo”, afirmou, destacando a importância da estabilidade emocional numa eliminatória a eliminar.

Questionado sobre a recandidatura de Frederico Varandas à presidência do Sporting, o treinador mostrou-se tranquilo e alinhado com a liderança do clube. “É uma boa notícia para o Sporting. O trabalho feito fala por si. O meu foco é o trabalho diário”, disse, numa clara demonstração de sintonia entre a equipa técnica e a estrutura diretiva.

As lesões e o estado do relvado do Estádio de São Miguel também foram abordados, mas sem dramatismos. Rui Borges admitiu que poderão existir algumas alterações no onze, mas garantiu que a identidade da equipa se mantém. “A cara é a mesma. A atitude, a qualidade e a competitividade têm de estar sempre lá. Estou confortável com as opções que tenho”, assegurou.

Num dos temas mais sensíveis do futebol português, a arbitragem, o treinador leonino optou por uma posição firme e equilibrada. Sem entrar em polémicas recentes, Rui Borges foi claro: “Os árbitros portugueses são dos melhores. Erram como todos, mas não vou entrar em queixas. O árbitro de amanhã é dos melhores que temos”. Uma postura que contrasta com discursos mais inflamados e reforça a ideia de foco total no jogo jogado.

Quanto à gestão do plantel, Rui Borges deixou a porta aberta à utilização de jovens, mas rejeitou a ideia de que a Taça seja apenas uma montra. “Não tem a ver com a competição, mas com o momento e a estratégia. Somos detentores do título e queremos continuar”, frisou. Confirmou ainda que Hjulmand está disponível, embora não esteja ainda na plenitude física.

Sobre as críticas dos rivais em relação a decisões de arbitragem no último jogo da Liga, o técnico voltou a recentrar o discurso no essencial. “Erros existem em todo o lado. A nossa maior motivação é ganhar e conquistar títulos”, reforçou.

Mas foi no final que Rui Borges deixou a frase mais forte e que mais ecoou entre os adeptos leoninos. Questionado sobre se é o homem certo para liderar o Sporting neste ciclo, respondeu sem hesitar: “Sou o homem certo. Quero ficar na história do Sporting. Sinto-me feliz”.

Uma declaração de ambição clara, que espelha confiança, compromisso e uma ligação crescente entre treinador, equipa e adeptos. Para o universo leonino, a mensagem é inequívoca: este Sporting entra em campo para ganhar — e para deixar marca

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