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Ninguém esperava: algoz de Di María sagra-se campeão em final épica

Estudiantes desafia todas as previsões, elimina o Rosario Central de Di María e conquista o Torneio Clausura após uma decisão dramática nas grandes penalidades.

O futebol argentino viveu uma noite absolutamente histórica e carregada de emoção. Contra todas as expectativas, o Estudiantes sagrou-se campeão do Torneio Clausura depois de uma final épica frente ao Racing Club, decidida apenas nas grandes penalidades, após um empate arrancado já nos descontos. Um percurso improvável que ganhou ainda mais destaque por ter incluído a eliminação do Rosario Central, equipa de Ángel Di María, logo nos oitavos de final.

Um caminho improvável até ao título

A campanha do Estudiantes começou de forma discreta. A equipa terminou a fase regular apenas no oitavo lugar, o último que dava acesso à fase a eliminar, beneficiando de uma melhor diferença de golos face ao nono classificado. Poucos acreditavam que pudesse ir longe, mas o futebol voltou a provar que não se faz apenas de estatísticas.

Nos oitavos de final, o Estudiantes afastou o Rosario Central, liderado por Di María, num dos momentos mais simbólicos da prova. Seguiram-se vitórias frente ao Central Córdoba nos quartos de final e ao Gimnasia nas meias-finais, confirmando uma caminhada de superação e consistência.

Final decidida no limite

Na grande final frente ao Racing Club, o equilíbrio foi total durante grande parte do encontro. O marcador só mexeu aos 81 minutos, quando Adrián Martínez colocou o Racing em vantagem, deixando a sensação de que o título estava decidido. No entanto, o Estudiantes recusou render-se e chegou ao empate aos 90+3 minutos, por Carrillo, levando o jogo para prolongamento.

Sem golos no tempo extra, tudo ficou decidido nas grandes penalidades. Aí, voltou a imperar o dramatismo: apesar de um início tremido, o Estudiantes acabou por sorrir, beneficiando de um penálti falhado pelo Racing, com Pardo a acertar no poste no sexto remate.

Um título com peso histórico

Esta conquista representa o sétimo campeonato argentino da história do Estudiantes e o primeiro desde a temporada 2009/10. Além do troféu, o clube garantiu também a qualificação direta para a Taça Libertadores de 2026, competição que já venceu por quatro ocasiões.

Para os adeptos do Benfica, o destaque passa inevitavelmente pela eliminação de Di María, uma das figuras mais acarinhadas da história recente do clube da Luz. A queda do Rosario Central e o triunfo inesperado do Estudiantes reforçam a ideia de que, no futebol sul-americano, o impossível acontece quando menos se espera.

Uma final épica, um campeão improvável e uma história que ficará gravada na memória do futebol argentino.

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