Benfica

Penálti claro roubado ao Benfica revolta os benfiquistas

Análise de Pedro Henriques expõe erro grave da arbitragem e silêncio do VAR num lance decisivo logo no início do jogo frente ao Moreirense.

O triunfo do Benfica frente ao Moreirense acabou por ser esclarecedor no resultado, mas nem por isso apaga a polémica que marcou os primeiros minutos da partida. Logo aos 3 minutos, ficou por assinalar uma grande penalidade evidente a favor das águias, num lance que, segundo o especialista em arbitragem Pedro Henriques, deveria ter sido corrigido pelo VAR de forma imediata.

De acordo com a análise técnica, Gilberto Batista estica a perna direita e acaba por tocar e derrubar Vangelis Pavlidis dentro da área. Apesar das imagens televisivas não serem as mais claras em todos os ângulos, as câmaras colocadas atrás da baliza mostram, de forma inequívoca, o contacto ilegal que provoca a queda do avançado grego. Trata-se, portanto, de uma falta clara e objetiva, enquadrável nos critérios de “erro claro e óbvio”, obrigando à intervenção do VAR — algo que não aconteceu.

Este lance ganha ainda maior peso quando contextualizado no jogo. O Benfica encontrava-se numa fase inicial, com o resultado em branco, e um penálti poderia ter desbloqueado a partida muito mais cedo. Embora o conjunto encarnado tenha acabado por vencer com autoridade, a verdade é que decisões deste tipo podem condicionar jogos mais equilibrados e influenciar diretamente a classificação.

Pedro Henriques sublinha que não se trata de uma questão de interpretação subjetiva, mas sim de uma infração factual que passou despercebida à equipa de arbitragem. Para os benfiquistas, este episódio reforça a sensação de falta de critério e de inconsistência na utilização do VAR, especialmente em lances que envolvem contacto dentro da área.

Ao longo do encontro, outras decisões foram analisadas, como pedidos de penálti por mão na bola e entradas passíveis de cartão, mas nenhuma com o impacto e a clareza do lance protagonizado por Pavlidis. Curiosamente, os quatro golos do Benfica foram considerados totalmente legais, confirmando que o problema não esteve na validação dos tentos, mas sim na omissão de uma decisão disciplinar e técnica crucial.

Outro ponto negativo destacado prende-se com o tempo adicional concedido na segunda parte, considerado insuficiente face ao número de substituições, paragens e golos. Ainda assim, o erro maior fica associado ao lance inicial, que poderia ter mudado o rumo emocional do jogo logo desde cedo.

Para os adeptos encarnados, fica mais um episódio a alimentar o debate sobre arbitragem em Portugal. Mesmo em vitórias convincentes, a exigência mantém-se: decisões corretas, VAR interventivo quando necessário e respeito pelas regras do jogo. Porque, quando se fala de penáltis claros aos 3 minutos, não há resultados que apaguem a polémica.

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