O Sporting prepara-se para um mercado de inverno mais ativo do que inicialmente previsto. Apesar do discurso cauteloso de Rui Borges, a realidade do plantel leonino está a falar mais alto. Entre lesões prolongadas e chamadas para a Taça das Nações Africanas (CAN), os leões veem-se praticamente obrigados a avançar para a contratação de reforços já em janeiro.
Na antevisão do encontro frente ao Aves SAD, o treinador verde e branco tentou desvalorizar o tema, garantindo estar focado apenas nos jogadores disponíveis. No entanto, nos bastidores de Alvalade, o cenário é bem diferente. A sucessão de contratempos físicos e as ausências confirmadas para a CAN colocam pressão direta sobre a estrutura diretiva liderada por Frederico Varandas e Bernardo Morais Palmeiro.
Baixas pesadas condicionam o plantel
Pedro Gonçalves é o caso mais preocupante. O internacional português vai ficar afastado da competição durante, pelo menos, seis semanas, falhando um número significativo de jogos decisivos. A ele juntam-se outras ausências importantes: Quenda só deverá regressar em fevereiro e Debast continua sob avaliação clínica. Como se não bastasse, Diomande e Geny Catamo vão estar ao serviço das respetivas seleções africanas, deixando o Sporting ainda mais curto em setores-chave.
Este cenário tornou inevitável aquilo que antes era apenas uma hipótese: ir ao mercado. A SAD leonina já intensificou o trabalho de prospeção, com foco claro em posições específicas.
Extremos são prioridade, mas há mais necessidades
A principal urgência passa pelas alas ofensivas. A contratação de um extremo — ou mesmo dois — está no topo da lista, preferencialmente um jogador destro capaz de atuar sobre a esquerda. Um dos nomes mais desejados continua a ser Yeremay, atualmente no Corunha, embora o elevado custo da operação torne o negócio difícil.
Além disso, a necessidade de um médio para a posição 8 ganhou força nas últimas semanas, tendo em conta o desgaste acumulado e a densidade competitiva até ao final da época. Em contrapartida, a hipótese de reforçar o eixo defensivo foi, para já, colocada de parte.
Janeiro decisivo para os objetivos leoninos
Com campeonato, taças e compromissos europeus em simultâneo, o Sporting sabe que não pode correr riscos. As próximas semanas serão determinantes para definir o sucesso da temporada. Apesar do discurso público prudente, tudo aponta para um Sporting ativo no mercado de inverno, à procura de soluções rápidas e eficazes para manter-se competitivo.
Em Alvalade, a mensagem é clara: sem reforços, o risco é demasiado alto. E desta vez, o mercado não é opção — é necessidade.







